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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Maratona SP 2011


Antes da maratona que aproximadamente 16000 inscritos para prova de rua farão ocorre uma outra "maratona" de profissionais de comunicação, vídeo e sonorização, além claro de fotojornalistas, entusiastas hobbistas e blogueiros como este que vos escreve.


Para que as imagens do evento ao vivo cheguem na casa dos telespectadores, um grande esquema que envolve pessoas, equipamentos e veículos é preparada para cumprir o mesmo trajeto ilustrando para aquele que aprecia as jornadas esportivas transmitidas  pela emissora do grupo Roberto Marinho dentro da sua grade esportiva.



E após um tiro de canhão, do qual nada registre , os atletas passam a buscar a melhor colocação para cumprir seu objetivo dentro da prova em que se inscreveram; houve percurso de 10 km, 25 km e a maratona compreendida pela distância de 42.195m, distância tida como a oficial.


Feita para atletas da qualidade de vida, é também uma oportunidade para que atletas de alto rendimento ganhem projeção pelo fato de a Maratona SP2011 ser um evento integrante do calendário mundial e também do calendário de eventos da cidade de São Paulo.


Para quem olha de fora é uma festa muito bonita com sorrisos soltos pelo inicio da prova e pela adrenalina percorrendo os caminhos do sangue no corpo dos competidores, que ao final terá outra conotação, a de meta vencida, ou como alguns defendem romper limites pessoais.


Ao observar o mar de pessoas subindo pela ponte Estaiada se tem ideia da quantidade de atletas das diferentes idades, condicionamento e propósitos que se lançam no árduo objetivo por eles traçado ao se inscreverem na prova.


Aqui um parentes para a celebração do culto ao esporte para uma observação: - neste ponto da prova, já na Av. Juscelino Kubistschek , um ponto de discordância ao evento que faz parte do calendário internacional com atletas consagrados de diversos países; vários motoristas desavisados e desatentos reclamando das interdições feitas, necessárias para que a prova ocorresse de forma ordenada e fluente.Não vou defender lado algum nesta questão, apenas pontuar o que me ocorreu durante o tempo em que estive naquele ponto fotografando e observando alguns motoristas reclamando e até "maldizendo" a maratona.
1º ponto, como cidadão que se considera "antenado" achei pífia a divulgação feita pelos organizadores e pelo poder público que mal( põe mal nisto) informou sobre as interdições necessária à realização da prova.Não estou isentando a população de procurar se informar sobre o que se passa na cidade, o que diga-se de passagem não é pouco, tanto em questão cultural, esportiva e social. Num rápido papo com o oficial Siqueira, da CET , que fazia a orientação dos motoristas no local, percebemos que em ambas as partes houve falha; tanto da população ao não se interar do calendário da cidade quanto da SPTURIS
que deve divulgar de uma forma melhor os eventos que interferirão no cotidiano da cidade, mesmo que por poucas horas.


Um outro parênteses devo fazer aqui para relatar um fato que deve se tornar corriqueiro nesta "profissão" de blogueiro assumida por mim durante as coberturas que por ventura eu faça em eventos desta magnitude.
Como assíduo ouvinte de rádio, num momento em que tentava credenciamento(fora de hora) para a linha de chegada ouvi uma voz familiar e ao perguntar ao dono da voz familiar me deparei com um profissional do radiojornalismo que anda nos rádios de São Paulo em coberturas realizadas pela CBN, Leandro Mota, que gentilmente posou para este registro.




Aproveitando a parada e com tempo para a chegada dos atletas da maratona resolvi observar os bastidores da prova e encontrei alguns profissionais que dedicam seu tempo para devolver aos mais desgastados pelo esforço as condições parecidas de antes do início das provas.Empresas como TAKTOS e SOTTOPIEDE estavam presentes prestando assistência de qualidade para atletas de diversas performances



Voltando à prova aqui um breve relato fotográfico dos vencedores da prova feminina e masculina da
Maratona SP 2011


Samira Raif (Marrocos) bateu o recorde da prova com o tempo de 2h36m01s



2 Rumokol Elizabeth Chepkanan (Quênia)


3 Nancy Jepkosgei Kipron (Quênia)




4 Sueli Pereira da Silva (Brasil)


Vencedor da prova masculina com o tempo de 2h11m53s David Kemboi Kiyeng (Quênia)




2 Haylu Abebe Dagaga (Etiopia)



3 Musenduki Mohamedi Ikoki (Tanzânia)



4 Laelson da Silva Santana (Brasil)


VIRADA CULTURAL
















STOCK CARS V8 - INTERLAGOS 2011













terça-feira, 28 de junho de 2011

Bastidores da 15ª Parada do Orgulho LGBT

Foi uma odisséia estar dentre os 3.000.000 de integrantes da 15ª parada do Orgulho LGBT realizada domingo último debaixo de uma chuva intermitente sem que houvesse diminuição do ímpeto em celebrar a diversidade.Mas  não estou aqui para falar do evento principal e sim de um foto no mínimo pitoresco para quem vive fotografia digital full time como eu...
Nada de anormal ante os muitos fotógrafos de plantão em busca de imagens para seus veículos, site,blogs e toda a midia que se pode pensar nos dias atuais.Quem obteve credenciamento pôde estar sobre os trios e acima do empurra empurra da população que se acotovelava para poder observar de perto os trios e segui-los rumo seu destino final.Vi todo tipo de equipamento, de câmeras top e suas baionetas "lunáticas" a uma EOS XTi do meu lado, passando pela minha XS é claro; e num dado momento de distração avistei alguém que de pronto chamou minha atenção; alguém que bem distante de portar uma câmera digital último tipo com uma enorme "baioneta" portava sim uma SLR...Seu nome,quase um homônimo meu , é Paulo Roberto Armond.
Passados os 15 trios do evento, me dirigi a ele para numa breve prosa desvendar quem era, qual era o equipamento e o que ele trazia de experiência utilizando uma câmera analógica naquele momento.


E qual seria o equipamento por ele utilizado???
Aqui devo fazer a "mea culpa", por ter deixado a emoção estar acima da informação, deixei escapar dados como: lente utilizada, filme e o flash, mas o equipamento consegui registrar.
Ele utiliza uma SLR Pentax k1000, uma SLR que utiliza filme de 35mm, lentes intercambiáveis, modo de medição de luz TTL, modos de foco manual e iso/asa de 20 a 3200.



Entre outras curiosidades me  ative a duas que considerei pertinentes ao que costumo relatar por aqui:
O que envolvia a sua opção por utilizar uma SLR em detrimento de uma DSLR, em qual veículo ele trabalha e se só utilizava aquele equipamento para suas capturas.
Indo por partes, ele me revelou que já havia sido furtado em outra ocasião, ali mesmo cobrindo outra edição da parada, e desde então decidiu recorrer à sua companheira de longa data,que é funcionário da Prefeitura do Riacho Grande trabalhando na Balsa do Riacho (trânsito) e que quando necessário alguma foto mais técnica ele é requisitado e então utiliza seu equipamento digital, assim ele respondeu ao meu outro questionamento a respeito da utilização ou não de câmera digital.
Confesso que foi muito interessante tomar contado com meu "xará" que colocou uma pitada nostálgica ante a parafernália digital a que somos submetidos atualmente. Renasci no meio digital para a fotografia, portanto nada tenho contra as DSLR inclusive utilizo uma e quero adquirir outra, mas ver o velho e bom filme de 35mm sendo rebobinado me deu uma saudade...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Fotógrafa Fernanda Marques no programa do Jô

E não é que desta vez deu certo!!!
Desculpem o tom um tanto entusiasmado do inicio do relato, mas ontem o Jô permitiu que a entrevistada falasse sobre o tema da entrevista: Seu trabalho, junto ao marido, de fotografia voltada a casamentos e boudoir.Lançando um livro de fotojornalismo para casamento ela conseguiu dar seu recado e discorrer sobre a arte que desenvolve junto ao seu trabalho, que é o ensaio sensual feito pela noiva ( normalmente antes da cerimônia) no dia do casamento.
Estou credenciado para o evento PHOTO IMAGE BRAZIL 2011, e num dos emailmarketing que  recebi, o título do email me chamou  a atenção e confesso que fiquei com certo ar de indgnação/exclusão e escrevo aqui o motivo de tais sentimentos:
                                              FOTOGRAFIA: BOUDOIR
               " De mulher fotógrafa para fotógrafas mulheres"
Um workshop de fotografia exclusivo para fotógrafas... azedei, achei feminismo igual à aquele que algumas fotógrafas usam quando defendem que num ensaio sensual o fotógrafo acaba inibindo a modelo e que o mesmo ocorra de forma mais natural com uma fotógrafa. Discussões filosóficas à parte, entendo que boudoir(ensaio sensual pré-nupcial) tenha uma conotação diferente do ensaio sensual puro e simples, por conta do contexto sócio-cultural envolvendo a cerimônia de casamento e o próprio instituto casamento.
Voltando então ao programa do Jô, ele realmente se interessou pelo conteúdo levado pela entrevistada, o livro de fotojornalismo para casamentos em co-autoria com seu marido, o também fotógrafo Reinaldo Martins, uma obra que, mesmo sendo autoral, dá dicas interessantes para que outros profissionais criem estilos próprios de cobertura de casamento, fugindo das fotos posadas e convencionais das cerimônias e festas.
Quero aqui externar meu contentamento com a entrevista da colega fotógrafa, que pôde levar seu recado em rede nacional, mostrar um estilo de fotografia que recém chegou ao País e que deve deixar de ser tabu e mistério,podendo ser explorado e difundido por profissionais que tenham expertize, tato, bom gosto, técnica,  independente de serem homens ou mulheres, e que mais profissionais possam dar seu recado de forma ordenada e assim difundir a seriedade do trabalho de captação de imagens que anda um tanto quanto banalizado.





quinta-feira, 16 de junho de 2011

Pelo direito de capitação de imagens a qualquer tempo

Art. 5, inc.IX da Constituição Federal de 88

Constituição Federal de 1988
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros
e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença; 
O motivo pelo qual invoco neste post a Constituição Federativa do Brasil é o fato de uma autarquia(ICMBio)  ligada ao Ministério do Meio Ambiente estar na eminência de exercer um ato retrógrado, e no mínimo inconstitucional que é o de "normatizar" a captação de imagens nos Parques e Unidades de Conservação Ambiental da União.Mas para que as coisas fiquem claras vou relatar aqui a intenção da regulamentação na visão de alguém que sente um enorme pressuposto para se chegar a censura efetiva e a qualquer tempo.
Acontece que o "Instituto Chico Mendes para a conservação da Biodiversidade" quer regulamentar a captação de imagens nas unidades de conservação federais e através de uma consulta pública espera referendar sua intenção e assim restringir a atividade documental exercida por fotógrafos nos parques Brasil afora. A julgar pelo tamanho das normas para a regulamentação me passa pela mente algumas alternativas e um ou outro exagero.
http://www.icmbio.gov.br/comunicacao/noticias/4-geral/998-aberta-consulta-publica-sobre-captacao-de-imagens-das-unidades-de-conservacao-federais
Quem puder por favor acesse o link acima e expresse sua indignação (ou não) ao que me parece a mais pura e ilegal forma de cercear o direito e a liberdade de imprensa e de produção intelectual; e exagerando um pouco me leva a crer que, se aprovada esta regulamentação, daqui a  pouco alguém possa ser preso por violar uma norma que é inconstitucional na essência.
Vejamos a seguinte situação: 
Norma regulamentada, estou eu de posse de meu equipamento aguardando a tal autorização do administrador do parque e minha intenção é colher imagens de plantas silvestres, mas ocorre uma queimada na área e não havendo outra equipe nas imediações, me coloco a colher imagens, que por essência um fotojornalista estaria compelido a fazer. O que vai decorrer desta ação de cunho humanitário e jornalístico? Serei preso? Expulso do Parque? Terei meu equipamento apreendido pelos seguranças da unidade?
Sei que pode parecer um exagero, mas quando cliquei no link e tomei conhecimento na integra da forma com que esta regulamentação fere a constituição e via de regra nossa liberdade intelectual e liberdade de nos expressarmos.
Mais ainda, dará munição para aqueles que se sentem todos poderosos detentores do "aqui não pode"; sabe aquele cidadão no cumprimento do seu dever, que desconhece o conteúdo da nossa Carta Magna e impede que façamos fotos, pasmem, no Parque do Ibirapuera; viram como não precisa ir muito longe para imaginar o efeito devastador na produção intelectual, jornalistica, documental, cultural e particular, porque não, se esta norma regulamentar for levada a termo?
Mesmo que você que está lendo este relato nada tenha à ver com fotografia, mas presa pelo direito constitucional de ir e vir, se expressar e se comunicar, manifeste-se, copie o endereço do link no seu navegador entre e se posicione, pela constituição, pela verdade, pela liberdade e por você.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Bom... como todo editorial recebe elogios e criticas aqui vai minha defesa prévia:
Opinião é igual a bunda, cada qual com a sua...É bem verdade que quando escrevemos sobre algum assunto, vai muito da nossa essência, daquilo que aprendemos, acreditamos, vivemos ou queremos, e neste meu ponto de vista não poderia ser diferente, principalmente pelo modo como defendo meus pontos de vista nas comunidades em que sou ativo, sendo elas de fotografia ou não, tentando manter uma coerência na forma de expressar minhas idéias ou quando discordo da opinião de outra pessoa.
Todo este "discurso" inicial tem como pano de fundo a visita do fotógrafo Luiz Garrido ao programa do Jô, que foi levado ao ar no dia 06 de junho, segunda feira passada; disse visita por enxergar que o que era para ser algo interessante para a comunidade de amantes da fotografia,( iniciantes, experts, entusiastas e profissionais), desenvolveu-se como uma visita entre compadres.

http://www.orkut.com.br/Interstitial?u=http://programadojo.globo.com/platb/programa/2011/06/06/fotografo-luiz-garrido-lanca-retratos-tecnica-composicao-e-direcao/&t=AJsY8Az0_m2e8zCIUbJVqf3Rz4yBDVrNXRVF6BHPOhTLLepkcou6qJpV89btnA5JBcIcq4CgFTjFWubyjMexdr4Egu0z4qwcLwAAAAAAAAAA

Como de habito foram três os entrevistados no programa, na ordem a economista e jornalista Mirian Leitão; depois  Gabriela Dias, uma empresaria criadora de um portal sobre saúde e sexualidade feminina, culminando com a tão esperada entrevista com o fotógrafo Luiz Garrido, esperada por nós fotógrafos claro.Talvez com uma ingenuidade pueril imaginei que o enfoque da entrevista fosse o conteúdo do livro lançado pelo fotógrafo,e mesmo sabedor do humor  por vezes sarcástico, com que o Jô trata alguns assuntos levados ao seu programa,  esperava algo melhor do que realmente foi.
Acabou caindo por terra minha ingenuidade quando ao iniciar a entrevista a primeira pergunta feita ao Luiz foi sobre as fotos feitas por ele do casal Ono/Lenon e se era de sua autoria a foto do casal nu, fazendo referência à forma dos seios da  Yoko Ono, inveredando para peculiaridades e amenidades, como numa conversa entre comprades.
Não sei se cabe aqui esta critica ao desenvolvimento da aparição do conceituado fotógrafo, mas o que esperar de um descompromissado Jô que as vezes me parece conduzir o programa como um remake tupiniqim do Talk show do apresentador norte americano David Latterman. Nada contra o formato do programa, muito menos contra seu condutor, gosto do tempero humorístico dado ao programa, embora acho repreensível as vezes em que ele trata de forma jocosa temas do qual desconheça ou não credite veracidade.
Fechando minha linha de raciocínio, mas não a discussão, tenho em mente que o tema talvez fosse melhor conduzido ou desenvolvido em outro programa; nem precisaria sair da emissora, poderia ter sido entrevistado pelo Sergio Groisman do Altas Horas, seria mais inteligível, não que o Jô não seja,mas haveria  uma participação efetiva da platéia com intervenções, perguntas e o conteúdo do entrevistado seria melhor degustado por todos.
Em resumo:Estar num programa onde se levasse em consideração o enfoque no autor e sua obra, ao invés de um papo cordial entre dois amigos,  seria no mínimo melhor aproveitado por quem tem interesse em tomar contato com a obra do Luiz Garrido e seu livro, ter pitadas do conteúdo e de uma ou outra solução encontrada por ele para alguma dificuldade surgida  em seu cotidiano aguçaria não só a quem busca conhecimento e a melhora da sua técnica para o trabalho, mas também o leitor comum , a querer  entender um pouco mais sobre a fotografia e a melhor maneira de se obter um bom retrato.