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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Valor da foto X Valor do fotógrafo

Depois de recesso por inúmeras razões, todas boas, estou reescrevendo neste filho que tanto amo e a quem darei a devida atenção nestes próximos dias.Noticiarei aqui eventos de magnitude impar para os amantes da fotografia, vistos e clicados por mim e minha Canon Rebel EOS 1000D,carinhosamente chamada de XS.
Mas neste tópico de regresso não discorrerei sobre os eventos e sim sobre algo que vez por outra ocorre comigo e que foi ilustrado com muita propriedade em dois links que recebi no facebook que  até parecem terem sido postados propositalmente, embora não tenham sido postados pela mesma pessoa.
Não sei se você que lê o que eu escrevo por aqui já teve ou ainda tem de ouvir ou responder a conhecidos que pedem um tipo de "camaradagem" do tipo:
- será que não dá para você fazer umas fotinhos...
Isto para um profissional que ama o que faz mas tira seu sustento desta arte chamada "Fotografia" é no mínimo uma indelicadeza, e um texto que posto aqui retrata muito bem o lado do profissional que corre riscos para exercer a profissão com amor, desenvolvendo toda sua arte.


Para um profissional parece óbvio, mas como fazer o consumidor ou contratante entender a ótica de uma pessoa que se dedica a esta arte, a de fotografar e eternizar momentos de desconhecidos com muito amor, pensando em cada detalhe para que o cliente fique satisfeito, mas claro,  que ele mesmo reconheça em sí um profissional valorizado.
Em minha humilde opinião reconhecimento ao profissional é remunerá-lo de acordo com o serviço desempenhado; tapinha nas costas recebemos quando naquele jogo do colégio o time foi bem mas não ganhou a partida.Fotógrafo e outros tantos profissionais que capturam momentos de felicidade, acontecimentos e registrando fatos, precisam é de remuneração digna, sem contar outras forma de tratamento.
Ouvi recentemente uma amiga que num desabafo disse que " qualquer dia os contratantes vão passar a vergonha de verem um serviço de delivery adentrar ao salão de festas para servir a equipe de foto e filmagem".


Recententemente um conhecido me procurou querendo umas "fotinhos" da comemoração de seu aniversário com amigos, um ponto foi positivo: ele me reconheceu como um profissional digno de registrar seu momento de confraternização, mas querer que eu fosse ao local e fizesse umas "fotinhos" para enviar por e-mail a ele e sem a devida remuneração  não foi nada agradável de se ouvir(ler).
É mais ou menos como um médico ser perguntado se não poderia prestar um atendimento no bar da esquina quando estiver de plantão no hospital ao lado...
Respeito ao artista é fundamental, entre outras coisas, para que a arte seja bem representada, mesmo um artista tem gastos e custos, precisa comer, morar, vestir, investir como qualquer profissional, artista ou não.
Este é um desabafo com cara de alerta e um "que" de indignação, de um profissional que se preocupa em estar atualizado com tendências, se reciclando, renovando, investindo em conhecimento e equipamento para que sua arte se sobressaia cada vez mais e melhor e gostaria de ser reconhecido simplesmente como um profissional, artista numa certa medida, que vive do amor a arte, que deve ser remunerado de forma adequada.




terça-feira, 16 de agosto de 2011

PHOTO IMAGE BRAZIL

Começa hoje um dos mais respeitados eventos de fotografia que é promovido na cidade de São Paulo, demonstrando a vocação para o turismo de negócios da cidade.Dados turísticos a parte estou aqui após um breve recesso para avisar que logo postarei aqui um relato fotográfico e algumas descrições e impressões do que verei nestes 3 dias de evento.Claro que tento não criar muita expectativa, mas é difícil me manter isento, ainda mais com a notícia de que finalmente a Nikon estará presente na feira.Com o histórico anterior da representante oficial da Nikon no brasil,de total blindagem de equipamentos e acessórios, tomara que desta vez tenhamos a possibilidade de manuseio de câmeras e acessórios, fazendo como as concorrentes sempre fizeram, proporcionar uma degustação e mesmo um test drive, como no stand da Canon, para que novos consumidores avaliem se é a opção que melhor atendam suas necessidades.Também será uma oportunidade para checar novidades tecnológicas e não tecnológicas, dentre inúmeras opções de encadernadoras e demais empresas de seguimentos ligados a fotografia, e também a promessa de workshops gratuitos como no ano passado...
Bom mais tenho a relatar, mas prefiro encerrar por hora e quando voltar tentar passar toda a atmosfera do que foi este evento chamado PHOTO IMAGE BRAZIL 2011

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Receita para uma boa foto

250g de...
4...
3 colheres de...
1 colher de sopa de...
Quando alguém posta nos diversos fóruns de internet, uma dúvida do tipo:
- como faço para conseguir X  efeito?
 ou então:
- dá para começar um curso de fotografia sem uma reflex?
São inúmeras outras perguntas e dúvidas que fazem o ato de capturar uma boa imagem parecer simples e de fácil execução, bastando apontar a câmera(haja vista um segmento de câmeras denominada point-and-shoot).Como fazer para os fotógrafos iniciantes e/ou aspirantes a fotógrafos profissionais, e mesmo aqueles que tenham a fotografia como arte ou hobby perceberem que a fotografia requer estudos, aprofundamento nas técnicas estudadas, muita experimentação.A fotografia digital me parece que deixou algumas pessoas perdidas, achando que fotografia tem receita para ser seguida. Entendo que perguntar a quem tem maior experiência ou já passou pela mesma dúvida possa dar uma contribuição, mas que tal buscar a informação por si inicialmente? Quantas pessoas nem leem  o manual da câmera quando adquirem o equipamento ou ganham de um ente ou amigo.Tem uns outros que ainda pensam que no automático tudo se resolvera e se decepciona com o resultado obtido por achar que a câmera é que não é boa...Calma, todo equipamento eletrônico precisa  de conhecimento da sua operacionalidade antes de ser utilizado, e a câmera fotográfica não é diferente, além das operações de liga e desliga, escolha dos diversos modos de cena e se vai ser utilizada no automático ou manual, ainda se precisa observar o " tripé da foto digital".
- "Tripé da foto digital"?
Sim a fotografia em câmera digital (assim como na analógica que utiliza filmes asa, 100, 200 e 400) requer que se tenha noção de abertura do diafragma, (controle da quantidade de luz que entra através da objetiva),tempo de exposição do obturador( controla a o tempo que a quantidade de luz incide no sensor) e por fim a sensibilidade do sensor( conhecida também como valor do ISO).
Receita para uma boa foto não há, mas caminhos para se conseguir o resultado almejado exitem vários e começam pelo simples interesse por entender pontos como: enquadramento, regra dos terços, iluminação, acuidade do fotógrafo e claro... muita inspiração.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Iniciar na fotografia com limite de orçamento... dá?

Qualquer alusão ao comercial de cartão de crédito não é mera coincidência...
Começando de forma Andragógica pontuarei alguns dados antes de transcorrer sobre o assunto.
Investimento pessoal: tempo para estudar e disposição para a aquisição de novos conteúdos
Investimento educacional: frequentar um dos vários cursos e/ou adquirir livros técnicos e revistas especializadas
Investimento material: câmera, lente, flash, filtros, case, software de edição de imagens e demais acessórios
Tudo isto tem preço sim... diferentemente do que diz a referida propaganda...
Quando surge alguém em alguma das comunidades de que faço parte perguntando sobre equipamento para adquirir desejando investir pouco e ainda assim poder   fazer fotos com qualidade, dando inclusive limite orçamentário, acaba limitando e muito a possibilidade de atingir o referido objetivo.Não estou querendo limar o ímpeto de quem ama fotografar, mas sim alertar para a realidade de mercado de consumo de câmeras fotograficas e seus acessórios.
Por qual motivo não se deve esperar grandes resultados em função do baixo valor para investimento em equipamento?
Simplesmente pelo fato de equipamentos com maiores recursos custarem mais em função da tecnologia agregada, além da necessidade de se investir em conhecimento para dominar esta tecnologia.Longe de mim dizer que não se possa fazer boas fotos com um baixo investimento ( basta adquirir uma câmera analógica) mas mesmo que não se invista em equipamento é necessário que se invista em conhecimento.
Tudo bem:

- "no início eu vou usar a câmera no automático até me sentir seguro para utilizar algum comando manual".

É claro que se pode ter esta ideia inicial mas precisa se ter em mente o quanto limitados somos quando utilizamos câmeras do tipo point-and-shoot (apontar e disparar).A maioria delas utiliza sensor cmos  e por conta de sua portabilidade o mesmo é pequeno e  com pouca capacidade de armazenamento, outro ponto é a construção da lente que elas utilizam assim como os recursos que entregam em função da sua construção.
Continuando nesta linha de raciocínio pego o gancho de várias postagens de pessoas que inclusive perguntam qual a melhor câmera a ser comprada, como se esta decisão pudesse ser tomada por um terceiro.A melhor câmera a ser comprada é aquela que cabe tanto no seu orçamento, quanto no grau de conhecimento sobre fotografia que possui; antes de pensar em sair disparando a câmera e apontando para o que ou quem quer que seja é preciso ter o mínimo de noção do que se está querendo capturar...Indo além,  poucos imaginam que precisam entender de um aspecto da física que é uma ciência exata, a luz que é um feixe de energia eletromagnética emitida por uma fonte luminosa (ex: Sol).
 Iluminação, regra dos terços e enquadramento,distância focal , visagismo, além de dominar 3 aspectos importantes na composição de cenas com pessoas, em ambientes com iluminação artificial e natural:
- sensibilidade do sensor (iso)
- Abertura do diafragma ( quanto de luz chega ao sensor)
- Tempo de exposição do obturador ( por quanto tempo esta quantidade de luz vai chegar ao sensor)
Concluindo... muito mais se poderia dizer sobre as dúvidas das pessoas que desejam iniciar na fotografia, seja por hobby ou comercialmente, aliás, começo a pensar em utilizar o termo fotografia comercial ao invés de fotografia profissional, me parece em alguns momentos mais adequada para ilustrar o rumo para o qual nossa amada arte de escrever com a luz será direcionada.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Fotógrafa Fernanda Marques no programa do Jô

E não é que desta vez deu certo!!!
Desculpem o tom um tanto entusiasmado do inicio do relato, mas ontem o Jô permitiu que a entrevistada falasse sobre o tema da entrevista: Seu trabalho, junto ao marido, de fotografia voltada a casamentos e boudoir.Lançando um livro de fotojornalismo para casamento ela conseguiu dar seu recado e discorrer sobre a arte que desenvolve junto ao seu trabalho, que é o ensaio sensual feito pela noiva ( normalmente antes da cerimônia) no dia do casamento.
Estou credenciado para o evento PHOTO IMAGE BRAZIL 2011, e num dos emailmarketing que  recebi, o título do email me chamou  a atenção e confesso que fiquei com certo ar de indgnação/exclusão e escrevo aqui o motivo de tais sentimentos:
                                              FOTOGRAFIA: BOUDOIR
               " De mulher fotógrafa para fotógrafas mulheres"
Um workshop de fotografia exclusivo para fotógrafas... azedei, achei feminismo igual à aquele que algumas fotógrafas usam quando defendem que num ensaio sensual o fotógrafo acaba inibindo a modelo e que o mesmo ocorra de forma mais natural com uma fotógrafa. Discussões filosóficas à parte, entendo que boudoir(ensaio sensual pré-nupcial) tenha uma conotação diferente do ensaio sensual puro e simples, por conta do contexto sócio-cultural envolvendo a cerimônia de casamento e o próprio instituto casamento.
Voltando então ao programa do Jô, ele realmente se interessou pelo conteúdo levado pela entrevistada, o livro de fotojornalismo para casamentos em co-autoria com seu marido, o também fotógrafo Reinaldo Martins, uma obra que, mesmo sendo autoral, dá dicas interessantes para que outros profissionais criem estilos próprios de cobertura de casamento, fugindo das fotos posadas e convencionais das cerimônias e festas.
Quero aqui externar meu contentamento com a entrevista da colega fotógrafa, que pôde levar seu recado em rede nacional, mostrar um estilo de fotografia que recém chegou ao País e que deve deixar de ser tabu e mistério,podendo ser explorado e difundido por profissionais que tenham expertize, tato, bom gosto, técnica,  independente de serem homens ou mulheres, e que mais profissionais possam dar seu recado de forma ordenada e assim difundir a seriedade do trabalho de captação de imagens que anda um tanto quanto banalizado.





quinta-feira, 16 de junho de 2011

Pelo direito de capitação de imagens a qualquer tempo

Art. 5, inc.IX da Constituição Federal de 88

Constituição Federal de 1988
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros
e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença; 
O motivo pelo qual invoco neste post a Constituição Federativa do Brasil é o fato de uma autarquia(ICMBio)  ligada ao Ministério do Meio Ambiente estar na eminência de exercer um ato retrógrado, e no mínimo inconstitucional que é o de "normatizar" a captação de imagens nos Parques e Unidades de Conservação Ambiental da União.Mas para que as coisas fiquem claras vou relatar aqui a intenção da regulamentação na visão de alguém que sente um enorme pressuposto para se chegar a censura efetiva e a qualquer tempo.
Acontece que o "Instituto Chico Mendes para a conservação da Biodiversidade" quer regulamentar a captação de imagens nas unidades de conservação federais e através de uma consulta pública espera referendar sua intenção e assim restringir a atividade documental exercida por fotógrafos nos parques Brasil afora. A julgar pelo tamanho das normas para a regulamentação me passa pela mente algumas alternativas e um ou outro exagero.
http://www.icmbio.gov.br/comunicacao/noticias/4-geral/998-aberta-consulta-publica-sobre-captacao-de-imagens-das-unidades-de-conservacao-federais
Quem puder por favor acesse o link acima e expresse sua indignação (ou não) ao que me parece a mais pura e ilegal forma de cercear o direito e a liberdade de imprensa e de produção intelectual; e exagerando um pouco me leva a crer que, se aprovada esta regulamentação, daqui a  pouco alguém possa ser preso por violar uma norma que é inconstitucional na essência.
Vejamos a seguinte situação: 
Norma regulamentada, estou eu de posse de meu equipamento aguardando a tal autorização do administrador do parque e minha intenção é colher imagens de plantas silvestres, mas ocorre uma queimada na área e não havendo outra equipe nas imediações, me coloco a colher imagens, que por essência um fotojornalista estaria compelido a fazer. O que vai decorrer desta ação de cunho humanitário e jornalístico? Serei preso? Expulso do Parque? Terei meu equipamento apreendido pelos seguranças da unidade?
Sei que pode parecer um exagero, mas quando cliquei no link e tomei conhecimento na integra da forma com que esta regulamentação fere a constituição e via de regra nossa liberdade intelectual e liberdade de nos expressarmos.
Mais ainda, dará munição para aqueles que se sentem todos poderosos detentores do "aqui não pode"; sabe aquele cidadão no cumprimento do seu dever, que desconhece o conteúdo da nossa Carta Magna e impede que façamos fotos, pasmem, no Parque do Ibirapuera; viram como não precisa ir muito longe para imaginar o efeito devastador na produção intelectual, jornalistica, documental, cultural e particular, porque não, se esta norma regulamentar for levada a termo?
Mesmo que você que está lendo este relato nada tenha à ver com fotografia, mas presa pelo direito constitucional de ir e vir, se expressar e se comunicar, manifeste-se, copie o endereço do link no seu navegador entre e se posicione, pela constituição, pela verdade, pela liberdade e por você.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Bom... como todo editorial recebe elogios e criticas aqui vai minha defesa prévia:
Opinião é igual a bunda, cada qual com a sua...É bem verdade que quando escrevemos sobre algum assunto, vai muito da nossa essência, daquilo que aprendemos, acreditamos, vivemos ou queremos, e neste meu ponto de vista não poderia ser diferente, principalmente pelo modo como defendo meus pontos de vista nas comunidades em que sou ativo, sendo elas de fotografia ou não, tentando manter uma coerência na forma de expressar minhas idéias ou quando discordo da opinião de outra pessoa.
Todo este "discurso" inicial tem como pano de fundo a visita do fotógrafo Luiz Garrido ao programa do Jô, que foi levado ao ar no dia 06 de junho, segunda feira passada; disse visita por enxergar que o que era para ser algo interessante para a comunidade de amantes da fotografia,( iniciantes, experts, entusiastas e profissionais), desenvolveu-se como uma visita entre compadres.

http://www.orkut.com.br/Interstitial?u=http://programadojo.globo.com/platb/programa/2011/06/06/fotografo-luiz-garrido-lanca-retratos-tecnica-composicao-e-direcao/&t=AJsY8Az0_m2e8zCIUbJVqf3Rz4yBDVrNXRVF6BHPOhTLLepkcou6qJpV89btnA5JBcIcq4CgFTjFWubyjMexdr4Egu0z4qwcLwAAAAAAAAAA

Como de habito foram três os entrevistados no programa, na ordem a economista e jornalista Mirian Leitão; depois  Gabriela Dias, uma empresaria criadora de um portal sobre saúde e sexualidade feminina, culminando com a tão esperada entrevista com o fotógrafo Luiz Garrido, esperada por nós fotógrafos claro.Talvez com uma ingenuidade pueril imaginei que o enfoque da entrevista fosse o conteúdo do livro lançado pelo fotógrafo,e mesmo sabedor do humor  por vezes sarcástico, com que o Jô trata alguns assuntos levados ao seu programa,  esperava algo melhor do que realmente foi.
Acabou caindo por terra minha ingenuidade quando ao iniciar a entrevista a primeira pergunta feita ao Luiz foi sobre as fotos feitas por ele do casal Ono/Lenon e se era de sua autoria a foto do casal nu, fazendo referência à forma dos seios da  Yoko Ono, inveredando para peculiaridades e amenidades, como numa conversa entre comprades.
Não sei se cabe aqui esta critica ao desenvolvimento da aparição do conceituado fotógrafo, mas o que esperar de um descompromissado Jô que as vezes me parece conduzir o programa como um remake tupiniqim do Talk show do apresentador norte americano David Latterman. Nada contra o formato do programa, muito menos contra seu condutor, gosto do tempero humorístico dado ao programa, embora acho repreensível as vezes em que ele trata de forma jocosa temas do qual desconheça ou não credite veracidade.
Fechando minha linha de raciocínio, mas não a discussão, tenho em mente que o tema talvez fosse melhor conduzido ou desenvolvido em outro programa; nem precisaria sair da emissora, poderia ter sido entrevistado pelo Sergio Groisman do Altas Horas, seria mais inteligível, não que o Jô não seja,mas haveria  uma participação efetiva da platéia com intervenções, perguntas e o conteúdo do entrevistado seria melhor degustado por todos.
Em resumo:Estar num programa onde se levasse em consideração o enfoque no autor e sua obra, ao invés de um papo cordial entre dois amigos,  seria no mínimo melhor aproveitado por quem tem interesse em tomar contato com a obra do Luiz Garrido e seu livro, ter pitadas do conteúdo e de uma ou outra solução encontrada por ele para alguma dificuldade surgida  em seu cotidiano aguçaria não só a quem busca conhecimento e a melhora da sua técnica para o trabalho, mas também o leitor comum , a querer  entender um pouco mais sobre a fotografia e a melhor maneira de se obter um bom retrato.